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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A mama é um consolo!



Acabei de vir do pediatra com o David. A constipação complicou-se, agora tem uma laringite/faringite.

Chorou muito, ao ser observado. Muito mesmo, não me lembro de alguma vez ter chorado assim. Claro que logo que acabou a observação médica, dei-lhe mama. Mamava e olhava para mim a soluçar. A mama é mesmo um consolo!

O pediatra, com um ar carinhoso, disse: "Agora não ponha limites, dê-lhe maminha sempre que ele quiser, enquanto estiver doente". Resposta: "Então as recomendações são iguais, para quando está doente e para quando não está...".

Enfim, às vezes penso, como será criar um filho sem mama? É uma experiência diferente, seguramente. Não digo melhor nem pior, mas diferente. Sem mama não sei como seria... mas gosto de saber que resolve quase tudo.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O mundo secreto dos pediatras




O pediatra é um médico. Com um médico trata-se, na minha opinião, de assuntos do âmbito da saúde.

Seguindo este princípio, não consigo entender a razão pela qual (quase) todos os pediatras debatem (e opinam), nas suas consultas, com os pais, temas como: o local onde as crianças dormem (no quarto dos pais, na cama dos pais ou na sua própria cama e no seu próprio quarto), as rotinas antes de ir dormir, a atitude dos pais face às birras, etc. Não percebo.

Eu formei-me em psicologia e, por isso, não tenho conhecimentos de medicina. Um pediatra (parece que) tem conhecimentos sobre tudo. Tenho uma amiga que levou o seu bebé a um espectáculo de música e o bebé adorou. Então, perguntou ao pediatra se deveria inscrevê-lo em aulas de música. O pediatra disse que sim, dado que provavelmente a criança teria alguma apetência para essa área. E pronto, qualquer dia os pediatras também decidem aquilo que nós vamos fazer com os nossos filhos nos fins-de-semana.

Fico sempre incrédula quando oiço alguém dizer, mesmo que por brincadeira: "Ai se o pediatra dele sabe disto!".

No mundo secreto dos pediatras, existe outra particularidade que não consigo entender. Prende-se com o facto de, a grande maioria, continuar a dar orientações aos pais que vão contra as evidências científicas. Passo a citar algumas dessas orientações:

- Está a perder peso, vamos dar-lhe suplemento (amamentar a pedido e corrigir a pega não lhes passa pela cabeça);

- Está a perder peso (ou não está a aumentar o "esperado"), vamos introduzir os sólidos(toda a gente sabe que os legumes engordam mais que leite gordo);

- Aos 6 meses (ou com um ano, na melhor das hipóteses), o leite da mãe "já não traz vantagens" (mas o de vaca traz muitas!);

- Não dar mama durante a noite, para aprenderem a dormir a noite toda.

Haveriam muitas mais, sendo que cada uma delas merecia um post exclusivo.

O  mais curioso é que os pediatras dão quase todos (claro que há excepções) estas mesmas orientações aos pais. Será que se juntam todos, à noite, numa casinha, para combinar estas coisas?




terça-feira, 15 de novembro de 2011

A tirania dos Percentis e a Amamentação



Não tenho conhecimentos para aprofundar aqui a questão dos percentis, mas, como mãe, posso falar da minha experiência pelo "mundo" dos percentis.

O David sempre esteve no percentil 25 e isso nunca constituiu um problema (no âmbito da consulta de pediatria, entenda-se). A questão sempre foi, mês após mês, a possibilidade de ele "quebrar o percentil".

Passo a explicar. O pediatra do meu filho defende a amamentação e considera que esta traz grandes vantagens até aos 2 anos de idade da criança (valha-nos isso). O David foi todos os meses ao pediatra até aos 4 meses, altura em que eu pensava que iríamos fazer uma pausa e voltar lá só aos 6 meses. Mas não. O pediatra aconselhou-nos a ir de novo à consulta aos 5 meses porque, dado tratar-se de um bebé amamentado em exclusivo, "é recomendável que seja avaliado todos os meses, para ver se não quebra o percentil".

Ora bem, depreende-se que se ele fosse alimentado com leite artificial não teria de ser sujeito a esta cuidadosa avaliação, no entanto, como era alimentado com leite materno, o melhor é "andar de olho nele", não vá o miúdo quebrar o percentil.

Com a introdução da alimentação complementar, aos 6 meses, voltámos à mesma questão: "é melhor ser avaliado aos 7 meses e meio (e não só aos nove como seria de esperar) porque, como continua com mama, vamos avaliando".

Se eu não tivesse procurado informação iria sentir, certamente, que a amamentação não era natural e que não era a melhor escolha para qualquer bebé. E isso deixa-me triste.