Mostrar mensagens com a etiqueta cama partilhada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cama partilhada. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

5º Debate Pais&Filhos: Posso dormir na cama dos pais?


 

Soube da existência deste debate, que ocorreu em Novembro, mas decidi não ir... já conhecia a posição dos intervenientes (do pediatra e do pedopsiquiatra) acerca do assunto, bem como as suas ideias sobre outros temas e, sinceramente, não me atraem.

Na revista deste mês, saiu um artigo acerca do referido debate, um pequeno resumo do que por lá se passou.

Do que li, chamou-me a atenção o comentário de alguém da plateia: "Há dois tipos de pais, os que dormem com os filhos e os que mentem".

Adorei. Claro que não é possível dividir todos os pais por estes dois grupos. Devem existir, certamente, pais que nunca dormiram com os filhos. No entanto, das conversas que tenho tido com amigos que não concordam com o facto de os pais partilharem a cama com os filhos, acabo por me aperceber que também eles, em determinadas ocasiões ou em determinados períodos da noite, dormem com os filhos. A diferença é que não o fazem sempre e, como as crianças têm a sua própria cama, no seu próprio quarto, fica sempre a sensação de se tratarem de excepções.

A este respeito, não resisto a partilhar a piada que acho ao ar de espanto das pessoas quando entram no quarto do David: cómoda, muda-fraldas, armário de brinquedos, sofá, brinquedos... e a cama?!




domingo, 18 de dezembro de 2011

Questões higiénicas (!) e Co-sleeping


 

Ontem recebi uma resposta, no âmbito da minha actividade no Nascer Em Ti, por parte de uma pessoa "especialista" em Psicologia da Gravidez e da Parentalidade, acerca da não recomendação da prática de co-sleeping (ou partilha de cama com os filhos): "A principal razão porque se estimula que a criança tenha desde sempre a própria cama é por razões higiénicas".

O que é isto, razões higiénicas?! Estou estupefacta...

Então o meu filho ter contacto pele com pele comigo ou com o pai não é higiénico? Utilizar os mesmos lençóis que nós não é higiénico? Bom, talvez também não deva enchê-lo de beijos, para não lambuzar o miúdo, não me parece higiénico!

E tomar banho connosco, pode? Ui, isso é que não é mesmo nada higiénico!

Ironias à parte, é fácil perceber que uma família que não tenha "hábitos higiénicos", não terá com os lençóis que utiliza para dormir, assim como não os terá com o vestuário e fraldas dos filhos, com a higiene corporal (de pais e filhos), com a loiça que utilizam nas refeições, com o chão onde as crianças brincam... Já uma família com "hábitos higiénicos", terá cuidados de limpeza regular em todas as áreas que acabei de referir.

A mim parece-me que as pessoas se preocupam tanto em "esterilizar" o ambiente em que os bebés vivem, que se esquecem de viver!

Fiquei preocupada e pensativa...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ainda acerca da cama partilhada


Existem várias formas de partilhar a cama com um bebé, ou praticar co-sleeping, como lhe queiram chamar.

Cá em casa dorme-se assim.




segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bons sonhos bebé! Co-sleeping ou cama partilhada



(obrigada Rita)

Uma das coisas que me dá mais prazer fazer com o meu filho é dormir, juntinhos, a ouvir a sua respiração e a sentir o seu cheiro.

É claro que eu quero que o meu filho aprenda a dormir sozinho, quando chegar o "seu" momento. Assim como quero que aprenda a andar, quando chegar o "seu" momento, e a falar, a correr, a ler e a escrever.

Um bebé não vem "programado" para passar 8/10 horas por dia (e, pior ainda, seguidas) sozinho, seja a dormir ou acordado. É claro que eles aprendem, eles adaptam-se a tudo para sobreviver e, se for preciso, nem choram e até parece que gostam. Mas não gostam, nem é bom para eles. Se pensarmos em deixar um bebé sozinho 10 horas durante o dia, todos consideramos tal intenção impensável e inadmissível. Mas durante a noite "pode-se", pelo menos neste cantinho a ocidente onde vivemos. Porque no resto do mundo "não se pode". Noventa por cento da população mundial dorme com os filhos até cerca dos 4/5 anos de idade, incluindo em países industrializados como o Japão.

A maioria dos nossos bebés passa 9/10 horas por dia em creches ou com amas, ao fim do dia estão cerca de 3 horas com os pais (no automóvel e entre tarefas diárias como cozinhar, preparar as coisas para o dia seguinte, etc.), seguidas de aproximadamente 10 horas sozinhos, no seu quarto, a dormir (ou não, porque os bebés acordam muitas vezes durante a noite, mesmo que os pais não se apercebam e pensem que eles passam todas aquelas horas a dormir de seguida).

Segundo o pedopsiquiatra Pedro Caldeira, na última edição da revista Pais&Filhos, para se ser seguro e autónomo, é necessário primeiro encher os depósitos. Adorei a expressão, é mesmo isso, encher os depósitos de certezas. Certeza de que os pais estarão sempre ali, ao seu lado, para o que for preciso.

E assim se formam adultos seguros e tranquilos.