No próximo Sábado fazemos 10 meses de David e 10 meses de mama.
Continuamos a amar a amamentação, eu e ele. É uma cumplicidade que não se descreve, que não se explica. Que se sente.
A experiência de amamentar vai mudando, com o passar do tempo. No início é aprendizagem, é espanto (não é que sai mesmo leite?! não é que o miúdo cresce e aumenta de peso só com isto?!), é persistência, é convicção. Agora é prazer, é relaxamento, é cumplicidade, é partilha de momentos inesquecíveis. E é sempre Amor, no início, agora e enquanto ele quiser.
Para ele é apenas natural. É assim. Não conhece a vida de outra forma. Não sabe que é possível viver sem mama. Mama porque tem fome, porque tem sono, porque caiu, porque quer mãe. Mama porque sim. E agora olha para a mama e ri, acha piada. Depois olha-me nos olhos e, com um sorriso maroto, começa a mamar. Muitas vezes, ao mesmo tempo, mexe-me na cara. E nestes momentos penso: vale muito a pena a persistência inicial, o cansaço inicial, os medos do início. Porque depois vem a paz. Porque estamos a dar ao nosso filho um contributo valioso para a sua saúde, física e emocional.
Não me canso de agradecer à SOS Amamentação, às enfermeiras da MAC, Ao Carlos González (com quem aprendi muito, o que me permitiu acreditar). Mas, acima de tudo, ao pai do David. Incansável. Sem ele tudo teria sido mais difícil.

